terça-feira, 27 de outubro de 2009

Todos os alunos de História estão convidados

Reunião do CAHIS - 29/10/2009

Pauta:Semana de História - escolha dos monitores (que ganharam certificado de monitores do evento) e divisão de tarefas dos mesmos.
Referendo do CAHIS - elaboração do referendo sobre quais são as reivindicações dos estudantes para a nova chefia de departamento
Eleições DCE e representantes discentes nos conselhos superiores

Data: 29/10/2009 quinta-feira
Horário: 12:30 (sala 9038 F) e 19:30 (sede do CAHIS)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

HOJE TEM CULTURA NO 9° ANDAR

Hoje (quinta-feira 21/10) a partir das 20:00, vai acontecer o sarau de poesia na entrada do bloco F do 9° andar. Um telão será instalado, exibindo filmes produzidos durante a vitoriosa ocupação da Reitoria da UERJ, entre setembro e outubro e 2008.

Devido ao sucesso da manifestação cultural realizada encerrando a exposição "Arte que Luta", em 01/10, será realizado mais um evento semelhante. É a união do CAHIS, do CACIS e do CAFIL levando cultura e informação para os alunos do IFCH.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Falando de Honduras

Excelente texto de Roberto Quesada, publicado na página da Telesur na internet. Aqui se compara a seleção de futebol hondurenha, classificada para a Copa de 2010, com o golpe contra o Presidente Zelaya.

http://www.telesurtv.net/noticias/contexto/1386/honduras-al-mundial--iquestamenazado-amado-guevara/ (em espanhol)

Leia, para saber que o futebol pode ser muito mais do que Nike, Adidas e noitadas. Pode ser um grande local de protesto.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A VERGONHOSA EDUCAÇÃO NO RIO DE SÉRGIO CABRAL

O Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, apresentou no dia 21 de julho, os resultados de uma pesquisa sobre educação e emprego no Brasil. As conclusões não são nada animadoras. Especialmente na cidade do Rio de Janeiro.

Existem hoje no Rio 267.296 matriculados no primeiro ano do ensino médio. Mas só 162.965 no terceiro. Ou seja, 40% dos estudantes deixam as escolas ao longo dos cursos. “O ensino médio não aglutina conhecimento para a faculdade que o aluno quer fazer. E também não é terminativo. Então, cem mil jovens abandonam os estudos”, diz o Secretário.

Na graduação, a mesma tragédia. Dos 124.500 que entram em alguma faculdade do Rio, só 75 mil se formam. No Brasil, 750 mil pessoas concluem o ensino superior por ano. O estudo mostra que 6,2 milhões de brasileiros com nível superior estão empregados na área em que se formam. Para que os recém formados fossem absorvidos pelo mercado, 10% dos que estão empregados teriam que deixar a profissão, por ano, para abrir vagas. E isso não acontece. “Entre 75% e 80% não têm qualquer chance”, lamenta Cardoso.

Para o Secretário, a principal conclusão é que a educação no Brasil não tem foco no emprego. Cerca de 85% dos que se formam no CEFET, e 62% dos que concluem a FAETEC, não viram técnicos. Vão trabalhar com outra coisa. “Ou se associa a formação no mercado, ou se está jogando profissional no lixo”, diz Cardoso.

E, para piorar, no Rio, cerca de 82% dos estudantes de nível superior estão em faculdades privadas. “São pessoas pagando para não ser nada”, fecha o Secretário.

sábado, 17 de outubro de 2009

Reportagem interessante sobre a formação dos professores no Brasil

Dados do MEC mostram que é muito difícil atrair os melhores estudantes para a carreira docente no Brasil

Mulher, aluna sempre de escola pública, que tirou nota abaixo de 20 (numa escala de zero a 100) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com renda familiar de até dois salários mínimos e cuja mãe nunca estudou – esse é o perfil dos participantes do Enem de 2007 que declararam a intenção de escolher o magistério como profissão. O levantamento, feito a partir de dados do exame e publicado no boletim Na Medida, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que atrair os alunos de melhor de sempenho para a carreira docente ainda é uma meta distante da realidade brasileira.

Dos jovens que fizeram a prova do Enem em 2007, apenas 5,2% optaram pela profissão de professor do ensino fundamental ou médio. Como 25% dos candidatos não haviam escolhido a profissão que pretendiam seguir, estima-se que a probabilidade de cada participante do exame escolher o magistério como profissão é de 6,69% – 7,21% entre as mulheres e 5,60% entre os homens.

Entre os alunos de escola pública, a probabilidade de lecionar na educação básica é de 7,27%, contra 4,57% dos alunos que estudaram parcialmente ou sempre em escola privada. Um candidato com renda familiar de até 2 salários mínimos tem 7,88% de chance de escolher o magistério, mais que o triplo de um aluno na faixa acima de 30 mínimos (2,56%). De acordo com a escolaridade da mãe, entre os filhos de mulheres que nunca estudaram, a probabilidade de ser professor é de 9,54%, contra 5,07% dos filhos de mulheres com curso superior.

Com base nesses dados, o Inep conclui que “é pouco provável que o país esteja selecionando os professores entre os melhores alunos”. O resultado contrasta com os indicadores dos países desenvolvidos, onde a carreira de professor atrai profissionais com alto nível de formação, conforme demonstra relatório da consultoria Mc­­Kinsey & Company, também com dados de 2007. Nos dez países com melhores notas no Programme for International Student Assessment (Pisa), da Organização para a Coo­peração e Desenvolvimento Eco­nômico (OCDE) – Canadá, Aus­trália, Bélgica, Finlândia, Hong Kong, Japão, Holanda, Nova Ze­­lândia, Cingapura e Coreia do Sul –, os professores são selecionados entre os 30% melhores graduados. Na Finlândia, esse porcentual se estreita para 10% , enquanto na Coreia do Sul são selecionados os 5% melhores.

Desinteresse
Na avaliação da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Marlei Fernandes de Carvalho, o desinteresse dos jovens com melhor formação pelo magistério não surpreende, em razão dos baixos salários e da falta de perspectivas na carreira. “Para nós, essa realidade vem se aprofundando”, avalia.

Marlei cobra das três esferas de governo uma política incisiva para reverter esse quadro, com recomposição salarial e programas específicos de escolarização dos docentes. “É um desafio gigantesco, pois o país tem um déficit de 200 mil professores”, ressalta.

Fonte: Gazeta do Povo, Cutiriba, 25set2009