segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vitória dos Sujos: Estudantes garantem liberação integral no Conselho Departamental para viajar ao ENEH.


Nesta terça-feira (22/07), o CAHIS mobilizou os estudantes para o Conselho Departamental do IFCH - instância composta pelo Diretor e Vice do IFCH, pelos Diretores dos Departamentos de História, Ciências Sociais, Filosofia, Relações Internacionais e Arqueologia como também por um membro discente de cada curso e que é a instância imediata acima da Reunião de Departamento - para reivindicarmos a liberação dos estudantes ao ENEH, pois na semana passada os professores presente na Reunião Departamental do curso de História haviam negado aos Estudantes a liberação dos dias de translado a Fortaleza e liberaram apenas os dias de programação oficial do Encontro.

Ressaltamos a importância da presença dos estudantes de História, organizados pelo CAHIS, na reunião do Conselho Departamental, pois, mesmo que não tivessem direito a voto, ajudaram na pressão sobre os Conselheiros. Isso só reforça o quão a organização é fundamental para conquistarmos todas as demandas do Movimento Estudantil.

A Chefe do Departamento de História, Professora Beatriz Vieira, estava presente no Conselho e teve uma atitude que consideramos inadequada e lamentável para uma Professora Doutora, que é a representante do nosso Departamento. A professora repetiu a postura infeliz do conjunto dos Professores presentes na fatídica Reunião do DHis e o argumento da negociação particular entre estudantes e professores para definir a liberação ou não nos dias do translado para o Ceará.

Consideramos que esse argumento é oriundo de um pensamento que visa subjugar os estudantes a relações de poder com os professores - relação em que obviamente estamos em desvantagem - e perpetuar essa relação hierárquica que tanto tentamos romper em nosso Departamento, na qual o professor tem o poder de conceder ou não a liberação ao Estudante. Caso essa proposta também passasse no Conselho Departamental, não há dúvida que muitos professores iriam passar provas e dar faltas a esses estudantes, o que ficou claro com a manifestação de alguns professores na Reunião do DHis quando essa proposta foi aprovada.

O CAHIS rejeitou incisivamente essa decisão apresentada em tom de imposição no Conselho Departamental e fizemos a seguinte pergunta: “Então porque os professores não param de pedir liberação ao Departamento e ao IFCH e negociam as suas inúmeras viagens com seus alunos?” Ao invés de uma resposta ouvimos uma acusação agressiva da professora Beatriz Vieira que ofendeu os conselheiros discentes chamando-os de "sujos".

Imaginem um aluno ter que negociar isoladamente a liberação para uma viagem com um professor que trata com tais palavras os estudantes organizados para defender o interesse de seus pares.

Felizmente os demais Conselheiros Docentes e Discentes presentes no Conselho Departamental tiveram mais bom senso do que a Professora Beatriz Vieira e outros professores presentes na Reunião de Departamento e se posicionaram a favor da liberação integral - translado e evento - dos estudantes que vão ao Ceará para XXXIII Encontro Nacional de Estudantes de História.

Essa postura autoritária e insensível aos interesses dos estudantes é a mesma que vem sendo usada, até o momento, no que diz respeito à Reforma Curricular. A verdade é que o corpo docente, em sua maioria, desqualifica e menoriza a iniciativa dos estudantes. Nossa reforma está parada pela negligência deliberada com tal proposta que é oriunda da vontade dos estudantes de História da UERJ de ter um currículo mais adequado às demandas de ensino do nosso povo e menos afeito ao eurocentrismo. Assim sendo, temos que tirar a lição que apenas com firmeza na defesa dos interesses dos estudantes e a participação estudantil maciça nos espaços de deliberação que alcançaremos nossas vitórias!

Centro Acadêmico de História - Gestão Filhos da Pública

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CAHIS INFORMA: Professores comprometem ida de alunos ao ENEH

PROFESSORES COMPROMETEM IDA DOS ALUNOS PARA O ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA



Na ultima terça-feira, dia 15 de Julho, ocorreu a Reunião Departamental de História. Um dos pontos dessa reunião foi a liberação de alunos e professores para viagens e eventos. A proposta apresentada pelos representantes do CAHIS presentes na reunião foi o pedido de liberação dos alunos entre os dias 13 de Agosto, dia do inicio do translado de ônibus até Fortaleza, e 27 de Agosto, dia da volta dos estudantes ao Rio de Janeiro. Essa liberação garante aos alunos que eles, durante o período solicitado, não sofram com faltas e sejam prejudicados caso ocorra alguma apresentação de trabalho ou prova.
O ENEH, Encontro Nacional dos Estudantes de História, que ocorre uma vez por ano, é um dos espaços mais importantes para a formação intelectual e política dos estudantes de história de todo o Brasil. As discussões apresentadas no encontro dificilmente serão encontradas em qualquer espaço acadêmico. Esse rompimento com a razão acadêmica da Educação Bancária, como dizia Paulo Freire, parece não ser bem visto aos olhos de boa parte de nossos docentes.
Esses professores – dos quais, boa parte utiliza muito da liberação concedida ao departamento para tirar mini-férias que são as idas durante o período letivo para “congressos e viagens” que acabam por apertar ainda mais o calendário letivo– apresentando uma visão de conhecimento completamente atrasada e pautada numa relação hierárquica aluno-professor, votaram contra o pedido, feito por nós na reunião, de liberação dos alunos que vão de ônibus para o ENEH, no caso três dias antes do evento, aceitando apenas a liberação para a semana do Encontro. Para eles, esses três dias que os alunos seriam liberados seria algo de extrema calamidade para o desenvolver do período e as atividades já programadas não poderiam ser remarcadas mesmo estando sendo avisado com um mês de antecedência (!) Apesar de falarem que estão abertos sempre ao dialogo,a prática não se mostrou dessa maneira: foram intransigentes com o interesse dos estudantes por estarem em maioria. Além disso, surgiram comentários durante a reunião, inclusive, debochando da situação de alguns alunos que porventura poderiam vir a ser prejudicados: “Se está preocupado com falta, que não vá para o ENEH”. “Se está preocupado com prova final, que tivesse estudado durante o ano”. Quão atrasados pedagogicamente estão nossos professores. Torna-se mais grave e contraditória a atitude dos professores ao votarem, nessa mesma reunião, a favor da liberação dos professores para outros congressos. (!) Porque os professores podem ser liberados de suas atividades na UERJ para viajarem a eventos e nós estudantes não?!
Terça-Feira que vem teremos o Conselho Departamental, que é uma instância que além de contar  apenas com conselheiros do IFCH esta acima do Departamento, e mais uma vez iremos pleitear a liberação dos alunos para irem ao evento e contamos com a colaboração de vocês para conseguirmos que os alunos sejam liberados.  A defesa intransigente dos interesses dos alunos é uma bandeira que será sempre por nós defendida. Nesse sentido, garantimos que nenhum aluno será prejudicado caso vá para o ENEH. Nenhuma medida proibicionista e conservadora por parte do corpo docente irá excluir a presença dos alunos no encontro.

- POR UMA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO LIVRE E AUTONÔMA!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lançamento do livro " O Aço Vermelho" no lançamento da Revista Eletrônica do CAHIS



João Claudio Platenik Pitillo: O primeiro brasileiro a escrever sobre a participação soviética na Segunda Guerra Mundial. 


Passados 75 anos, o livro " Aço Vermelho" revelará aos brasileiros os segredos da vitória 
soviética, durante sua participação na Segunda Grande Guerra, omitidos pela 'Guerra Fria".


Fruto de grande trabalho,o autor pesquisa a participação da URSS há mais de 15 anos e será o brasileiro pioneiro a escrever sobre o tema. O livro é prefaciado pelo professor Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ) e apresentado pelo professor Celso PériclesThompson (UERJ) e tem comentários do professor Luiz Edmundo Tavares (UERJ).







Dia: 22/07 - 18:30h

Local: UERJ - Auditório 91 - 9º andar - Rua São Francisco 

Xavier, 524 Maracanã Rio de Janeiro RJ.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Opinião: Nota do Comitê pela Libertação dos Presos Políticos

Nota do Comitê pela Libertação dos Presos Políticos

Liberdade imediata de todos os presos políticos!

No dia 12 de julho de 2014, o aparato de repressão do Estado deu mais uma demonstração de abuso, ampliando ainda mais o Estado de exceção no Rio de Janeiro. Somaram-se aos presos políticos que já haviam sido arbitrariamente encarcerados, mais outras dezenas de ativistas. Sem nenhuma prova, sem nenhuma justificativa material, esses ativistas tiveram suas casas invadidas, e até arrombadas, por policiais fortemente armados e foram levados para imediata prisão, sem que houvesse a garantia dos mínimos direitos básicos.

A mega operação montada para intimidar e perseguir ativistas teve como objetivo impedir manifestações, particularmente a manifestação marcada para o dia da final da Copa, criando um absurdo jurídico, em que pessoas são presas acusadas de crimes que sequer ocorreram.

Após uma investigação policial que se iniciou em setembro de 2013 e toda a encenação e cumplicidade da imprensa reacionária na tentativa de criminalizar os movimentos populares, não conseguiram forjar nenhuma prova contra os presos. Dentre as “apreensões” estavam jornais, livros, máscaras de gás, equipamentos eletrônicos e bandeiras, ficando claro o caráter político das prisões. Uma arma apresentada repetidamente pela televisão era de um segurança patrimonial com porte legal de arma, parente de um dos presos. Apenas com esse fato tentou-se forjar a falsa acusação de quadrilha armada.

Entre os presos e perseguidos estão: professores de rede estadual que participaram da última greve, estudantes das universidades e escolas públicas, membros de centros acadêmicos e grêmios estudantis, professores universitários, advogados, profissionais de saúde e outros trabalhadores sindicalizados e atuantes nos movimentos populares.

Frente a situação de aberta perseguição política que essa operação da polícia demonstrou, é tarefa de todos que defendem o direito a livre manifestação somarem-se ao mais veemente repúdio às prisões políticas.

É papel de todos defender a imediata liberdade de todos os presos políticos.

Assinam: Centro Acadêmico de Geografia (UERJ), Centro Acadêmico de Filosofia (UERJ), Centro Acadêmico de Serviço Social (UERJ), Centro Acadêmico de História (UERJ), Diretório Acadêmico de Letras (UERJ).

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Opinião: Israel x Palestina



Nos últimos dias começamos, ou melhor, (re) começamos a assistir pelos telejornais, sites de internet, etc; o que já há muito tempo vem acontecendo no Oriente Médio, em especial entre o Estado de Israel e os Palestinos. Desde a quarta feira passada, o Estado Israelense ordenou o bombardeamento da faixa de Gaza em resposta ao assassinato de três jovens judeus, em regiões próximas a áreas palestinas. Pra completar o teatro de horrores, um jovem palestino da periferia de Jerusalém foi brutalmente morto em resposta a morte dos jovens judeus. O que causou uma revolta nos bairros pobres de Jerusalém, habitados por palestinos. Em decorrência disso a polícia israelense usou toda brutali
dade costumeira contra os palestinos, inclusive espancando o irmão do jovem palestino, o que acabou caindo na web.

        O senso comum no geral pode até afirmar que os israelenses estão “corretos” em agir dessa forma, uma vez que foram “perturbados” em sua paz. Mas eis que vamos aos fatos tentar esclarecer algumas questões. A primeira e talvez a mais importante é que apesar de os três jovens judeus terem sido mortos em uma área palestina, não existe nenhuma prova que o Hamas (movimento de libertação palestino) tenha mandado executar os jovens, nem se investigou a fundo o por quê das mortes. 

          Outra, o Estado Israelense a cada dia que passa mantém políticas mais segregacionistas e violentas contra os palestinos, algumas inclusive condenadas pela própria ONU. É sabido também que Israel tem a política de criar colônias judias no entorno de regiões palestinas, como forma de barrar a expansão e criação de um Estado Palestino Livre e que muitos judeus moradores dessas colônias muitas vezes praticam alguma forma de violência contra os palestinos, como destruindo colheitas etc. Então o que poderá ter causado a morte dos três judeus??? Sabe-se também do crescimento vertiginoso de grupos fundamentalistas religiosos, tanto do lado judeu, como palestino, que poderiam ter realizado a execução por algum motivo. Não poderemos saber até que seja feito uma investigação profunda no caso.

          Podemos arriscar a previsão que o Estado de Israel não tem interesse na conclusão de nenhuma investigação, inclusive seu mecenas maior os EUA. Uma vez que é de interesse continuar com a política de segregação e genocídio do povo palestino. Inclusive ao bombardear Gaza, Israel pode enfraquecer o Hamas e qualquer resposta armada palestina aos desmandos israelenses.  Tendo essa compreensão, o CAHIS-UERJ presta sua homenagem e solidariedade ao povo palestino.