quarta-feira, 12 de setembro de 2012

ATA ASSEMBLEIA CAHIS - Setembro


Informes:
- Adiamento do Evento de Comemoração das Cotas para 10/10
- Mesa com o Prof Oswaldo no SINDPRO , 15/09  às 9h.
- Seminário de Formação em Saúde Pública - Coletivo Somos Todos Nós junto ao CASAF
- Foi aprovado no CSEPE a criação do curso de Relações Internacionais. Alguns professores do curso de História migrarão para o departamento de R.I. Há necessidade concursos para suprir a ausência dos professores na História.
- Assim que retornarmos da greve, criação de uma comissão para a reforma curricular e plebiscitos, aberto aos alunos do curso que quiserem participar.
- Informe do Emerson:  Roda de Dialógo com duas pessoas do movimento Estudantil do Chile.  Dia 13/09 - 18 horas - Hall do 4º andar.

Pauta:

. Greve:

- A direção da Asduerj propôs a assembléia da categoria a suspensão da greve para negociar com o governo Cabral e afirmou que a pauta docente deveria ser a prioritária, gerando descontentamento de alguns professores, dos técnicos e alunos. Nova assembleia está marcada para o dia 12, em que se discutirá o encerramento da greve ou não.
- A assembléia, que dessa vez estava composta também pela base da reitoria votou pela suspensão. Na prática, essa suspensão significa o fim anunciado da greve, somente contemplando a pauta da DE.
- Na realidade a DE encaminhada pelo governador à ALERJ não é a mesma aprovada nos Conselhos. Dentre os pontos mais críticos está que a DE não será um regime de trabalho, mas apenas um adicional que não incorpora aos vencimentos nem a aposentadoria.
- A reitoria marcou para esta terça (amanhã) a reformulação do calendário acadêmico no CSEPE, antes mesmo do prazo da suspensão da greve que iria até quarta. Dessa forma, a greve tende a acabar, independente das deliberações da assembléia docente de quarta.
- Estivemos, ao longo do processo, apontando os equívocos da greve, e infelizmente acertamos sobre a postura dos docentes grevistas que não iriam respeitar o acordo com as demais categorias em greve, saindo da mesma assim que tivessem alguma de suas pautas minimamente garantida.
- Quanto a nós, a direção do DCE reuniu-se com o reitor e garantiu apenas promessas, algumas que já foram feitas há quatro anos atrás na ocupação da reitoria, quando da ultima greve estudantil.
- O reitor comprometeu-se a aumentar a bolsa para 400 reais por AEDA, assim que saíssemos da greve. O aumento é desejado por todos, mas os meios consideramos equivocados, já que as AEDAs podem ser revogadas a qualquer momento e não respeitam a democracia da universidade.
- A direção do DCE (na realidade, a parte dela que tem relações partidárias com a ASDUERJ), a mesma que encaminhou a proposta de greve estudantil assim que foi deflagrada a greve docente, na última assembléia estudantil propôs a saída de greve na segunda, mesmo sem nenhuma garantia das pautas estudantis. Tal proposta foi rejeitada pela plenária, que realizará nova assembléia geral na quarta.
- Foi aprovado uma moção de repúdio a direção da Asduerj pela postura unilateral que tomou em relação a saída de greve, contrariando todo o acordo com as demais categorias, que no início da greve foram convocadas a apoiá-la.
- Sobre os técnicos. Os mesmos estão apenas com promessas da reitoria de encaminhar o PCC para ser votado na Alerj. A tensão que existe é que a reitoria, e o Cabral querem um PCC diferente do aprovado nos Conselhos. A categoria continua em greve e fez assembleia nessa segunda




Proposta encaminhada na Assembléia de que não se possa cobrar trabalhos e provas na primeira semana de volta às aulas.   Aprovada por todos.


2 comentários:

  1. Há nesta postagem vários pontos que valem discussão. De um modo geral, entretanto, parece que a perspectiva classista, que uniria estudantes, técnicos administrativos e professores, não vingou e da greve fica a impressão que esgotou-se em reivindicações de caráter trabalhista e salarial.

    Na postagem desta quarta , "Ata Assembléia Cahis - Setembro", a ausência completa de unidade evidencia-se pela divisão política que disputa interesses no interior da representação estudantil, como, aliás, não é nem nunca foi, hoje, ontem, nenhuma novidade. Alguma experiência recomenda a boa vontade, mas, a mesma experiência não implica ingenuidade.

    Também evidente a "luta de classe" (de resto, ridícula),nas rampas da UERJ, que separa alunos e professores, com posições claramente distintas e antagônicas na "correlação de forças" (risos): os alunos, estaríamos deste lado; do outro, os professores, "burgueses", "pequeno-burgueses" (vá lá...). Indispensável - é certo - definir com precisão de qual lado das rampas.

    Agora, o seguinte:

    "Estivemos, ao longo do processo, apontando os equívocos da greve, e infelizmente acertamos sobre a postura dos docentes grevistas que não iriam respeitar o acordo com as demais categorias em greve, saindo da mesma assim que tivessem alguma de suas pautas minimamente garantida."

    De fato: a ênfase nos comunicados da Asduerj, batendo firme na necessidade de emendas ao PL da DE do governo e do reajuste imediato de 22% (acho que é isso), sempre desloca para um segundo plano as demais pautas que poderiam ensejar a unidade grevista.

    Logo, não é descabido, mais do que pleitear, exigir a aprovação automática. Não temos,os alunos, que suportar o anacronismo de qualquer "avaliação" feita nas muretas das rampas, ainda que revolucionárias, da UERJ. A perspectiva classista, no que respeita aos alunos, é a aprovação automática, sem "trabalhos" ou "seminários" de discussão do sexo dos anjos; ou então, a alternativa muito mais interessante. do ponto-de-vista historiográfico, relativamente ao estudo das fontes: obter, analisar e redigir uma resenha crítica (embora praticamente impossível, pois não há senão panegírico para Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Junior; Andrade, Adílio e Zico; tita, Nunes e Lico) da histórica final de Tóquio, em 81.

    SRN
    Máximo / sétimo período-História/UERJ

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  2. A nota do Vieiralves é um ultimato evidente: cedeu no limite e"não há mais o que negociar e ceder" a representantes que acusa de não terem autoridade para negociar e construir o consenso.

    Parece que a situação chega a um ponto que exige clareza: quais os pontos que poderiam levar a um consenso entre alunos, professores e funcionários, capaz de enfrentar o endurecimento provável que seguirá a esse ultimato de Vieiralves? Ou antes: há condições para tal consenso?

    Sem essa clareza, impossível a unidade, penso que é melhor sair da greve, garantindo o que foi objetivamente possível.

    SRN
    Máximo / sétimo período de História-UERJ

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