terça-feira, 11 de maio de 2010

Mário Augusto Jacobskind entrevista João Pedro Stédile

Projeto de reforma agrária mais avançada apresentada até hoje continua sendo a do governo João Goulart
publicada em 04 de maio de 2010


Projeto de reforma agrária mais avançada apresentada até hoje continua sendo a do governo João Goulart
Uma reforma republicana e democrática necessária para o Brasil

Por Mário Augusto Jakobskind - Editor Chefe / Página 64

Nesta entrevista exclusiva concedida ao Página 64, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST), João Pedro Stédile faz um histórico da luta dos brasileiros em favor da reforma agrária, uma reforma democrática e republicana, anda não executada em todo a sua plenitude no Brasil e que até serviu de pretexto para a derrubada do Presidente constitucional João Goulart, em 1 de abril de 1964. Stédile, além de admitir que o projeto de reforma agrária idealizado por Celso Furtado no governo Goulart foi o mais adiantado apresentado até hoje e se tivesse sido colocado em prática transformaria o Brasil tornando um país fortalecido com o desenvolvimento do mercado interno. O coordenador do MST analisa ainda o atual momento brasileiro e explica o papel que vem sendo desempenhado pelos meios de comunicação, alguns deles fortemente vinculados ao agronegócio, na questão fundiária. Stédile demonstra otimismo em relação ao Brasil pós-Lula, por entender que o país ingressará em um novo ciclo histórico de maior consciência das massas e de maior participação, o que ajudará na mobilização da sociedade no sentido de resolver os problemas históricos do povo.
(Mário Augusto Jakobskind)

VALE A PENA LER. CONFIRA EM http://www.mst.org.br/node/9826

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Assembleia dos Cotistas 11/05/2010

O CAHIS convoca os estudantes cotistas para a escolha dos livros que comporão o material didático a ser entregue aos alunos de reservas de vagas em 2010. Não deixe de participar e trazer a sua opinião.



Data: 11/05/2010 (terça-feira)
Manhã: 12:30 (sala 9038 F)
Noite: 19:30 (sede do CAHIS)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Excelente artigo de João Pedro Stédile, publicado em "O Dia"

A RAIVA DAS ELITES
João Pedro Stedile
Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra


Rio, 03mai2010 - Recentemente, o IBGE divulgou os resultados do Censo Agropecuário, que revelaram uma triste realidade no campo brasileiro. A concentração da propriedade da terra continua aumentando.

Os latifundiários estão comprando cada vez mais terra. Apenas 15 mil fazendeiros — um pequeno bairro do Rio — possuem 98 milhões de hectares, o equivalente a quatro vezes o Estado de São Paulo. Muitos nem conhecem as fazendas. São banqueiros e industriais.Há 16 milhões de trabalhadores na agricultura brasileira. Destes, 15 milhões trabalham na agricultura familiar, em pequenas unidades. E apenas 1,6 milhões conseguem emprego nas fazendas do agronegócio.

Cerca de 56% dos trabalhadores adultos são analfabetos. A renda média é 70% do salário mínimo. Temos quatro milhões de famílias sem terra, que trabalham para os outros. Destes, três milhões recebem bolsa família do governo para não passar fome.

Esses graves problemas sociais se resolveriam se houvesse um programa massivo de reforma agrária, como nos países desenvolvidos. Além da terra, organizando agroindústrias, cooperativas, escola e uso de técnicas agroecológicas.

O MST se dedica, há 25 anos, a organizar o povo para lutar pela reforma agrária. As elites não aceitam. Precisam que os pobres continuem pobres, ignorantes, não reclamem e trabalhem para eles continuarem ricos e mandando no país. Dizem que o MST é perigoso, pois organiza os pobres. Os ricos nos atacam no Parlamento e na imprensa. Colocaram uma campanha milionária, nos cinemas, paga com dinheiro do povo, para atacar o MST. Felizmente, o povo sabe que temos razão. Seria fácil derrotar o MST. Basta fazer reforma agrária.

VIVA A COREIA POPULAR!

TEXTO RECOLHIDO DO BLOG DE SOLIDARIEDADE À COREIA POPULAR
Já diziam Marx e Engels, em A Ideologia Alemã, que as ideias dominantes de determinado período histórico não são senão idéias da classe dominante. Pois bem, as idéias dominantes da época em que vivemos, a época do imperialismo, são as idéias da burguesia e das oligarquias mais retrógradas de todos os tempos. As classes dominantes atacam tudo o que tem a ver com a libertação dos povos, com o marxismo-leninismo e com o socialismo. O povo coreano, que desde que realizou sua revolução tem empunhado sem cessar as armas do socialismo científico, do marxismo-leninismo e da libertação nacional, será inevitavelmente vítima de todo o tipo de constantes ataques e difamações por parte da burguesia e dos reacionários. Este blog se propõe a desmascarar certas “verdades absolutas” que aparecem constantemente nos meios de comunicação burgueses sobre a Coréia Socialista, revelando de fato o verdadeiro caráter desse país que, mesmo sob pressões e circunstâncias adversas, obtêm êxito na construção do socialismo de acordo com suas peculiaridades nacionais.

LEIA http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com/

E a primeira-dama ganha mais uma causa...

Decreto de Cabral favoreceu cliente da mulher em Angra
Alvo de ação civil pública movida pelo município de Angra dos Reis em outubro de 2007 por supostos danos ambientais e construções irregulares em sua casa de veraneio, o apresentador de TV Luciano Huck é representado pelo escritório de direito do qual é sócia a primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo Cabral. Seu marido, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), editou, em junho do ano passado, o Decreto 41.921, que alterava a legislação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, na Baía de Ilha Grande. A medida, cuja constitucionalidade é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, beneficiaria proprietários de residências consideradas irregulares na região - caso de Huck e sua casa na Ilha das Palmeiras.

Fonte: http://www.jornaldabaixadarj.jex.com.br/direito/decreto+de+cabral+favoreceu+cliente+da+mulher+em+angra

Ambientalistas contrários às mudanças determinadas por Cabral se referem ao decreto como "Lei Luciano Huck". Na Ação 2007.003.020046-8, que tramita na 2ª Vara Cível de Angra, o apresentador é representado por dois integrantes do escritório Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados. O município obteve liminar, em maio de 2008, que obrigou Huck a paralisar as obras em sua casa, que incluíam a construção de bangalôs, decks, garagem de barcos e muro para criação de praia artificial, "o que pode ocasionar danos ambientais irreversíveis, assim como agravar os já existentes" - conforme despacho do juiz Ivan Pereira Mirancos Junior.

Desde domingo, o jornal O Estado de S. Paulo vem mostrando a atuação da primeira-dama e de seu escritório de advocacia em ações judiciais, como a defesa do Metrô Rio e do grupo Facility, um dos maiores fornecedores do governo Cabral.

Procurado, o governo do Estado indicou Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para comentar o caso. Cabral e Adriana estão em Londres, na Inglaterra, e não foram localizados. Em nota, o Inea informou que a licença ambiental para a casa de Luciano Huck foi concedida em junho de 2004 e o Estado "desconhece a existência de ação do município de Angra contra o apresentador e os motivos que fizeram com que o município movesse a ação citada". Segundo o Inea, Huck nunca fez pedido ao Estado com base no decreto.

Por sua assessoria, Luciano Huck informou que o escritório da primeira-dama "atua há vários anos como correspondente de Lilla, Huck, Otranto, Camargo Advogados", seus advogados em São Paulo, desde antes da gestão Cabral. "Não tínhamos conhecimento, até o momento, de que a primeira-dama do Rio de Janeiro era sócia desse escritório", informou a assessoria. O advogado Sérgio Coelho não quis comentar o caso e informou apenas que representa Huck e seus sócios desde 2002. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE - 10h03, Quinta-feira, 28 de janeiro de 2010